Normalmente, ouvimos que maturidade emocional é algo associado a idade. Portanto, só poderíamos alcançar a maturidade depois da velhice… Mas não é bem assim que acontece. Para cada pessoa, a maturidade se reflete de diferentes maneiras.

Maturidade emocional é uma competência – ela pode ser adquirida. Aprendemos a lidar com as dificuldades da vida e, por isso mesmo, conseguimos viver melhor. Uma pessoa madura desenvolve a capacidade de suportar as mais diversas frustrações e contrariedades. Isso não significa que o sofrimento acabou. Todas as pessoas sofrem e enfrentam dificuldades; a vida é um drama e não faz acepção. Mas a maturidade emocional nos ajuda a absorver golpes e suportar a tristeza ou ressentimento que possa ter sido causado por aquilo que nos contrariou.

O conceito mais atualizado da “maturidade emocional” é o que hoje conhecemos como inteligência emocional (I.E.). A competência que nos ajuda a ter relacionamentos positivos com as pessoas em todos os ambientes; habilidade para evitar conflitos desnecessários e até mesmo tentar harmonizar interesses e agir sempre em prol da construção de um clima agradável. E a pergunta é: o que precisamos aprender para alcançar a maturidade emocional?

1. TER AMOR PRÓPRIO

Esse é o primeiro desafio: aprender a desfrutar o prazer da própria companhia e desenvolver o amor mais importante de todos, o próprio. Se sentir verdadeiramente feliz e em paz independente do lugar, do programa ou do fato de estar sozinho ou acompanhado. Estar numa viagem incrível com amigos ou ficar em casa lendo um livro são momentos desfrutados com a mesma sensação de paz interior. Além disso, outras pessoas deixam de ser muletas para a solidão.

2. DIZER “NÃO”

Ir à algum lugar quando realmente quer, fazer as coisas que realmente deseja, ser simpático com quem merece, dar atenção para quem se importa. Dizer “não” significa respeitar a si mesmo; rejeitar as coisas que não agregam, que afetam negativamente. Dessa forma, o “sim” terá mais valor porque virá com convicção e sinceridade, e você se tornará melhor companhia para os outros e para você mesmo. A qualidade dos programas e das pessoas que o cerca melhora automaticamente após essa atitude.

3. ABANDONAR RELACIONAMENTOS TÓXICOS

Durante a caminhada, algumas pessoas surgem para ensinar e/ou aprender e depois partir. É preciso encerrar ciclos. A quantidade de amigos diminui, mas os laços que ficam se fortalecem; passam a ser de cumplicidade e compreensão.

4. TER RESILIÊNCIA

Desenvolver a capacidade de “voltar a forma original”, independente do que tiver passado ou sofrido, independente do que os outros fizeram ou deixaram de fazer; é a capacidade de se adaptar as mudanças. Nem tudo acontece como queremos, então precisamos retroceder e recomeçar todas as vezes que for necessário.

5. SUPERAR E RESPEITAR LIMITES

Superar limites, fazer coisas que sempre quis – perder os medos. Respeitar os seus limites: suas crenças pessoais, valores e verdades. É preciso aprender quais os limites que você pode superar e quais não devem ser desrespeitados jamais.

6. PRATICAR A GRATIDÃO

Ser grato em tempos felizes é simples, apesar de muitas pessoas não agradecerem nem durante esses momentos. Mas praticar a gratidão nas épocas turbulentas é um dos maiores desafios. A partir do momento que você se conscientiza que cada experiência vivida tem a sua importância, a gratidão fica um pouco mais palpável.

7. DEIXAR O PASSADO NO PASSADO

Talvez seja esse o maior desafio de todos. Deixar o passado onde ele deve estar é essencial para valorizar a vida. Praticar o desapego das pessoas, das coisas e do que já passou é essencial para não se perder o bem mais precioso: o dia de hoje.

8. ENTENDER QUE OPINIÕES NÃO SÃO A “VERDADE ABSOLUTA”

Muitas pessoas opinam sobre a nossa vida de forma construtiva e amorosa. Contudo, a maioria não contribui, apenas julga. E a maturidade está em perceber a diferença e ouvir aquilo que é benéfico para a mudança, para o crescimento, descartando o que não serve ou o que vem apenas cercado de julgamentos, críticas e acusações.

“A maturidade nos permite olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranquilidade e querer com mais doçura” (Lya Luft)

 

Fonte: OBVIOUS (texto adaptado)

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