Imagine que, num determinado dia, você fará a entrevista de emprego para a vaga dos sonhos. Enquanto se arruma, o coração fica acelerado, o estômago remexe, a pele se enche de suor e as pernas ficam moles. Enquanto isso, a cabeça é invadida por um turbilhão de pensamentos: “E SE a pessoa do RH não gostar de mim?”; “E SE eu falar bobagem?”; “E se a conversa for em inglês?”. O nome disso é ansiedade – um sentimento natural, comum às mais variadas espécies de animais, entre elas os seres humanos. E foi exatamente assim que a Psicóloga Valéria Figueiredo abriu o encontro realizado na última quarta, 25 de setembro. Um workshop leve, descontraído e, sobretudo, prático:

“Gente… na dose certa, a ansiedade é proveitosa e garante a nossa sobrevivência!” – afirmou – “pois quando nos preocupamos com algo que pode vir a acontecer, tomamos uma série de medidas para resolver a situação… Seja para defesa, seja para fuga! Imagine que você está diante de um cachorro com raiva, ou na praia diante de um tubarão… Sem a ansiedade, eu e você não teríamos reação. É a ansiedade que mexe com o nosso interior e nos ajuda a reagir de alguma forma. E nesse sentido, ela é útil e pode nos ajudar bastante…”

O TRANSTORNO COMEÇA QUANDO A ANSIEDADE PASSA DO PONTO

Em vez de mover pra frente, o sentimento exagerado deixa a pessoa travada, impede que faça suas tarefas e atrapalha os seus compromissos. O transtorno de ansiedade deixa o indivíduo improdutivo. Sair de casa torna-se um martírio. Entregar o trabalho no prazo vira missão impossível. Convites para festas e encontros viram desculpas. A concentração desaparece e a qualidade de vida acaba. A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou em 2017 um documento com estatísticas ao redor do globo. O transtorno de ansiedade atinge um total de 264 milhões de indivíduos – e desses, 18 milhões são brasileiros. O Brasil, aliás, é campeão dos números, com 9,3% da população afetada. Por que os índices em terras brasileiras são tão altos? O professor Leclerc responde:

“Além do impacto da pós modernidade, que gera um forte sentimento de incertezas, temos no Brasil altíssimos índices de desemprego, economia em baixa e falta de segurança. As pessoas sentem que estão sob ameaça constante… Além disso, ainda temos preocupações com a saúde, política e relações sociais frágeis que nos influenciam…”

COMO SABER SE TENHO TRANSTORNO DE ANSIEDADE?

1. Fobia social
Medo exacerbado e irracional de participar de festas, aulas, reuniões e eventos com pessoas desconhecidas. O grande receio é ser avaliado, julgado, ridicularizado ou criticado por esses estranhos. Falar em público é motivo para travar, suar em bicas, ter taquicardia e até sentir a memória falhar.

2. Fobia
Medo crônico e paralisante de objetos, animais ou situações específicas: medo de buracos, de aranhas ou de lugares altos. Esse sentimento pode surgir a partir de uma experiência real ou se principiar por meio de um pensamento particular e até uma notícia marcante. Já foram descritas mais de 500 versões.

3. Ataque de pânico
Sem nenhuma razão, o indivíduo sente que vai morrer: o coração dispara, o corpo estremece, surgem náuseas e vômitos. Muitas vezes, ele corre para o pronto-socorro por acreditar que está sofrendo um infarto e sai do hospital sem diagnóstico. Depois de algum tempo aflitivo, tudo volta ao normal.

4. TAG
Transtorno de ansiedade generalizada. Sensação persistente de que algo vai dar errado a qualquer minuto e a vida vai fugir de sua direção quando menos se espera. Nesse ciclo de preocupações sucessivas, os problemas são muito valorizados, enquanto a própria capacidade de resolvê-los é subestimada.

5. TOC
Transtorno obsessivo-compulsivo. Pensamentos que somente são aliviados quando se repete um comportamento padronizado sem sentido lógico. É o exemplo do sujeito que precisa acender e apagar o interruptor três vezes senão um parente vai morrer ou aquele que lava as mãos várias vezes seguidas.

6. Estresse pós-traumático
Faz com que uma experiência ruim não saia da mente e volte a atormentar por meio de flashbacks. Junto com as lembranças, manifestam-se insônia, irritabilidade e pânico.

ATITUDES QUE PODEM AJUDAR VOCÊ

A primeira é colocar a “mão na massa”. Criar coragem e fazer aquilo que precisa, mesmo que da primeira vez o resultado não seja o melhor. Aprender com os erros e com os acertos nas tentativas faz a gente ficar melhor. Essa estratégia apressa a tomada de decisões, nos empurra para a ação e nos coloca de volta no controle. SEGUIR EM FRENTE.

O segundo passo é perdoar a si mesmo(a) por qualquer erro que tenha cometido no passado. Pessoas ansiosas ficam remoendo suas próprias falhas, e assim não conseguem focar em outras coisas realmente relevantes que estão à frente. TENTE OUTRA VEZ.

Não dê tanta importância para seus defeitos e incapacidades. Pense naquilo que você faz bem – e, assim, reverta o ponto forte em algo de bom para as pessoas. Pode ser um trabalho voluntário, ou compartilhar um conhecimento adquirido. Dividir com os outros vai melhorar muito a sua SAÚDE MENTAL.

Outro passo fundamental é NUNCA FUGIR daquilo que o aflige. A ansiedade faz com que vejamos um mundo extremamente ameaçador e isso leva a uma timidez comportamental. Se medos e temores são evitados, alimentamos esse fantasma até o ponto em que ele se torna um obstáculo intransponível, que impede a promoção no trabalho ou o encontro amoroso.

“Eu e você precisamos aprender a nos transformar internamente, quantas vezes forem necessárias. A cair e levantar sem anos permanentes. A respirar mais pausadamente. A entender o que nos faz ou não felizes. Já que temos que conviver, lado a lado, 24 horas por dia, que seja melhor a cada dia…” – explicou Valéria – “… por mais adultos e fortes que sejamos, há pontos fracos que nos cercam. E você tem o direito SIM de às vezes chorar sem motivo, se isolar e se recolher para se fortalecer outra vez. Ninguém pode ser forte o tempo todo… Lembre-se: você vai passar por essa fase e vai se tornar uma outra pessoa; uma pessoa melhor…”

1. CONHEÇA O PROJETO “A VIDA É UM DRAMA”

O Projeto oferece encontros como palestras e rodas de conversa sobre saúde emocional com duração média de 60 minutos, para que o tema principal seja abordado de uma forma adequada e objetiva. O encontro acontece em diferentes locais, de acordo com a disponibilidade dos palestrantes e profissionais envolvidos. Sempre com 1 (uma) hora de duração, bate-papo, palestra, workshop e coffe-break. TUDO DE GRAÇA. Você pode comparecer, sem preocupações, e levar quantos convidados quiser para participar. É NECESSÁRIO SEMPRE CONFIRMAR PRESENÇA.

2. QUANDO E ONDE SERÁ O PRÓXIMO ENCONTRO?

tema
DEPRESSÃO – Gatilhos, caminhos e as diferenças entre tristeza e depressão

data
30 de Outubro (Quarta-feira) 20h

local
Estrada do Mendanha 2870
Campo Grande – Rio de Janeiro (RJ)

ENTRADA FRANCA

informações e Inscrições
21 99954-4525 (WhatsApp)
21 97122-2348

realização
Verdade e Graça
EDUCCERE

3. COMO POSSO PARTICIPAR?

O evento é gratuito – para participar, basta acessar o link abaixo, preencher a ficha de inscrição e confirmar presença. Se quiser levar convidados, preencha uma ficha para cada um deles.

INSCREVA-SE AQUI E CONFIRME A SUA PRESENÇA NO PRÓXIMO WORKSHOP